Simples Assim

Túnel do Tempo: DevMag, Ano 1, No. 5, Janeiro de 1997

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  • O editorial de Marco Antônio Gutierrez disse que “Pesquisa levada a cabo pelo Ministério da Ciência e Tecnologia dá conta de que, no ano de 1995, somente 11% das empresas com atividades características de desenvolvimento de software implantaram algum tipo de programa de qualidade“, que “O desconhecimento [do CMM] revela uma inexplicável incapacidade de sequer pensar sobre esse problema” e que “Não parece ser muito sensato deixar um problema tão crítico quanto a qualidade dos nossos produtos nas mãos do acaso“.
  • Cezar Taurion disse que “As tecnologias de desenvolvimento com ferramentas de baixo custo e de fácil utilização e aprendizado permitem implementar diversos tipos de aplicações, ao contrário da era dos ambientes de mainframes centralizados, onde, por questões de custo, apenas aplicações de médio e grande porte eram desenvolvidas“, que “Esse é o paradigma dos anos 90: o desenvolvimento terá de dominar mais de uma ferramenta” , que “Os velhos tempos em que, após o curso de Cobol, o programador estava apto a enfrentar o mercado, já não existem mais“, que “As atividades de desenvolvimento e manutenção, ainda consideradas funções separadas, vão convergir cada vez mais para atividades de extensão e refinamento contínuo” e que “A adoção de pacotes vai ser crescente, deixando-se apenas para desenvolvimento aplicações que envolvam processos diferenciadores em termos de competitividade empresarial“. +1 para ele.
  • José Sérgio Alves, da Informix, falou que “As ferramentas cliente/servidor continuarão a ser a plataforma padrão de desenvolvimento, implementando novas funcionalidades, como particionamento para o ambiente distribuído, repositório de dados e integração com a Web“. Ele não pensou que a web seria uma plataforma também. Ele também apostava que “Os smart cards serão um ambiente importante de desenvolvimento de aplicações para o cliente universal, onde o cliente agora é o próprio indivíduo e não o desktop“. -1 para ele.
  • Ricardo Urresti, da Sybase, disse que “Haverá uma integração das aplicações cliente/servidor no ambiente Internet, onde for possível, e o desenvolvimento de aplicações no modelo que usamos atualmente, mas com um forte apelo ao acesso via Internet“. De novo, pensou apenas no “via Internet”.
  • Deise Santana, da IBM, apostou na integração entre os bancos de dados corporativos, desenvolvidos no modelo cliente/servidor, ao anárquico cenário da Web. +1 para ela.
  • Antonio Rihl, da Centura, falou que “A tendência dos dados é seguir seu caminho em direção à descentralização, às linhas de frente, ao consumidor final da informação“. Ele apostava em replicação de dados e na conversão de aplicações para a Web. A Centura quebrou em 2001.
  • Zack Urlocker, da Borland, disse que “A maior parte das ferramentas Java utiliza um interpretador p-code, similar ao usado em interpretadores Basic, que, como resultado, tem uma baixa performance“. A Borland lançou o JBuilder no mesmo ano.
  • Paula Santos, da Microsoft, falou que “Nós acreditamos em uma evolução na arquitetura cliente/servidor para uma arquitetura three-tier, ou multi-tier, para o próximo building block nessa plataforma já existente. isso ofereceria a flexibilidade almejada para a implementação de sistemas de negócios em corporações“. +1 para ela.
  • Cássio Oliveira, da Progress, disse que “A tendência é que surjam linguagens de quarta geração orientadas a objetivos, com classes. Não precisa ser Smalltalk, C++ ou Java. É necessário que tenham como base algo como Java, mas sejam de uso mais fácil“. Ele já se sentia ameaçado pelo Java.
  • Ernesto de Souza, da DTS, apostou que “O caminho são as ferramentas CASE, utilizando linguagens em que os objetos possam ser compartilhados, mesmo que de diferentes linguagens“. Ele estava errado sobre as ferramentas CASE, mas certo sobre o reuso através de linguagens.
  • Ricardo Brognoli, da Sun, acreditou que “Todos os desenvolvedores de software deverão ter em mente a visão da computação distribuída, ou seja, passarão a criar aplicações compostas por pequenos módulos que possam ser carregados pela rede afora à medida que sejam solicitados pelos usuários“. +1 para ele.
  • José Mário Parrot Bastos, da IBM, disse que “Os desenvolvedores de software são os grandes beneficiários desse fenômeno chamada Java“, que “O browser também altera o modelo e coloca a rede no centro, as estações de trabalho gravitando livremente” e que “O Java é que abre o caminho para a portabilidade e contribui para viabilizar tecnicamente o cliente ‘magro’“.
  • Átila Belloquim, da Choose Technologies, disse que “Os executivos que decidem sobre mudanças tecnológicas deveriam informar-se muito bem antes de tomarem decisões” e que ”Antes de qualquer decisão, é necessário familiarizar-se com a terminologia, os conceitos, o estado de maturidade da tecnologia e os principais padrões e produtos disponíveis no mercado“. +1 para ele.
  • Paulo Moreira, da Axcel Books, dizia que “O cliente poderá ir escolhendo em uma interface amigável as características do produto que deseja adquirir; mesmo que esse produto ainda não esteja pronto, um sistema de intercâmbio de informações eficiente permitirá que as encomendas sejam distribuídas com tal velocidade ao longo da cadeia de produção, que os estoques serão mantidos em níveis mínimos em todos os pontos e o cliente será atendido com a mesma rapidez“.  +1 para ele.
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Written by Fernando Ribeiro

April 11, 2010 at 7:55 pm

Posted in Business, Software, Technology

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